A docência na Educação Básica constitui uma prática complexa, pois envolve não apenas a mediação dos conhecimentos escolares, mas também a formação humana, a organização de situações didáticas e a construção de relações pedagógicas no cotidiano escolar. Nesse cenário, a inteligência emocional apresenta-se como uma competência relevante para que o professor reconheça, compreenda e regule suas emoções, além de lidar de forma adequada com as emoções dos estudantes. As demandas da profissão, como a sobrecarga de trabalho, os conflitos interpessoais, a diversidade discente e os diferentes contextos sociais, evidenciam desafios significativos para a atuação docente. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento da inteligência emocional pode favorecer práticas mais reflexivas, empáticas e equilibradas, contribuindo para a mediação de conflitos, o fortalecimento dos vínculos escolares e a construção de ambientes mais acolhedores para o ensino e a aprendizagem. Este estudo teve como objetivo geral: analisar os desafios e as possibilidades da inteligência emocional para a docência na Educação Básica. A metodologia adotada foi a revisão de literatura através da busca de materiais de cunho científicos publicados entre 2005 e 2026. Conclui-se que a inteligência emocional constitui um elemento relevante para a docência na Educação Básica, pois contribui para o enfrentamento das demandas pedagógicas, relacionais e emocionais presentes no cotidiano escolar. Embora sua efetivação encontre desafios, como a sobrecarga docente e os conflitos interpessoais, suas possibilidades apontam para práticas mais empáticas, reflexivas e humanizadas.