Este trabalho busca analisar de forma crítica como as interseções étnico-raciais e de classe estruturam a produção da paisagem da zona Sul do Rio de Janeiro, problematizando as disputas pelo direito à paisagem em um território marcado historicamente por contrastes socioespaciais. A pesquisa utilizou revisão bibliográfica, levantamento de dados secundários do Instituto Pereira Passos e do Censo Demográfico de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, trabalhos de campo e elaboração de mapas temáticos. Os resultados indicam um padrão de segregação que combina alta concentração de população com a etnia preta e parda e baixos rendimentos nas áreas de favela, em contraste com os bairros, que apresentam predominância de população com etnia branca e faixas de renda superiores a dez salários mínimos.