O uso de celulares nas escolas tornou-se um dos assuntos mais debatidos da educação atual. Entre os que defendem a presença da tecnologia em sala e os que alertam para seus prejuízos, cresce a percepção de que o uso sem limites dos dispositivos tem prejudicado a atenção, a convivência e o desempenho dos estudantes. Este artigo analisa a proibição do uso de celulares em contextos escolares, defendendo que, quando associada a políticas pedagógicas bem estruturadas, essa medida pode fortalecer o processo educativo. Com base em autores como Paulo Freire, José Moran, Zygmunt Bauman, Manuel Castells e David Buckingham, o texto discute o papel da escola como espaço de mediação humana e cultural em tempos de hiperconectividade. Argumenta-se que limitar o uso dos celulares em sala de aula não é um retrocesso, mas uma oportunidade de resgatar a atenção, o diálogo e o sentido da aprendizagem significativa.