A sustentabilidade constitui um dos maiores desafios da contemporaneidade, exigindo transformações profundas nos modos de produção, consumo e relação com a natureza. Nesse cenário, a escola ocupa papel central ao formar cidadãos críticos e conscientes de sua responsabilidade socioambiental. O presente artigo tem como objetivo analisar a relevância da educação para a sustentabilidade no contexto escolar brasileiro, discutindo seus fundamentos teóricos, resgatando elementos históricos, identificando os desafios de sua implementação e apontando perspectivas de consolidação. A partir de uma abordagem teórica, são analisadas as contribuições de autores como Paulo Freire, Gadotti e outros pensadores da educação crítica, bem como as orientações presentes na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. O estudo evidencia que, embora haja avanços normativos e experiências pedagógicas relevantes, a prática escolar ainda enfrenta dificuldades significativas, como a fragmentação curricular, a falta de formação docente adequada, a carência de recursos e as resistências culturais. Por outro lado, projetos interdisciplinares, parcerias entre escola e comunidade e metodologias que valorizam o consumo consciente e os princípios dos 5Rs (repensar, reduzir, reutilizar, reciclar e recusar) despontam como caminhos promissores. Conclui-se que a educação para a sustentabilidade é condição indispensável para a construção de uma sociedade mais justa, solidária e ambientalmente responsável, devendo ser tratada não como tema secundário, mas como dimensão estruturante da prática educativa.