Este artigo teve como objetivo geral a pretensão de analisar, de forma breve, as teorias de Piaget e, em relação ao específico, o que se desejou foi relacionar os aportes teóricos desse autor às práticas psicopedagógicas no contexto educacional. Partiu-se do entendimento de que a Psicopedagogia, enquanto área interdisciplinar, investiga a construção do conhecimento e as dificuldades de aprendizagem, articulando saberes da Pedagogia, Psicologia e demais campos científicos. A pesquisa, de natureza qualitativa e bibliográfica, discutiu os principais conceitos da teoria piagetiana, como a assimilação, a acomodação, a equilibração e os estágios do desenvolvimento cognitivo, relacionando-os às práticas psicopedagógicas voltadas à avaliação, ao planejamento e à intervenção institucional. Evidencia-se que a aprendizagem é um processo ativo, no qual o sujeito constrói conhecimentos a partir de sua interação com o meio, o que exige propostas pedagógicas coerentes com os níveis de desenvolvimento dos estudantes. Nesse sentido, a Psicopedagogia institucional, apoiada nos pressupostos de Piaget, contribui para a reorganização do currículo, das metodologias e das práticas educativas, favorecendo uma abordagem inclusiva e respeitosa à diversidade dos modos de aprender. Conclui-se que, apesar dos desafios presentes na aplicação da teoria piagetiana, seus fundamentos permanecem relevantes para subsidiar intervenções psicopedagógicas comprometidas com o desenvolvimento integral e a aprendizagem significativa no contexto escolar.