Terapias de reposição hormonal de andrógenos e risco cardiovascular: uma revisão sistemática

Revista OWL (OWL Journal)

Endereço:
Campina Grande - PB
Campina Grande / PB
Site: https://www.revistaowl.com.br/
Telefone: (83) 8194-2767
ISSN: 2965-2634
Editor Chefe: Avaetê de Lunetta e Rodrigues Guerra
Início Publicação: 03/04/2023
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Multidisciplinar

Terapias de reposição hormonal de andrógenos e risco cardiovascular: uma revisão sistemática

Ano: 2026 | Volume: 4 | Número: 3
Autores: Débora Figueiredo Girardelli do Carmo, Geovana Hellen Vieira, Vittoria Cardosi Andrade, Lara Beatriz Ribeiro Cândido, Jean Miguel Furquim Carneiro Souza, Lucas Costa Canela, Sérgio Beraldo
Autor Correspondente: Débora Figueiredo Girardelli do Carmo | contato@revistaowl.com.br

Palavras-chave: Testosterona, Fatores de risco de doenças cardíacas, Avaliação de risco, agentes anabólicos, terapia de reposição hormonal

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A testosterona é um hormônio androgênico fundamental para o desenvolvimento das características sexuais secundárias e a preservação da massa muscular, densidade dos ossos, além do bem-estar físico e mental em ambos os sexos. A terapia de reposição hormonal é recomendada em casos específicos; contudo, observa-se um aumento no uso inadequado de esteroides anabolizantes androgênicos com objetivos estéticos. Os impactos cardiovasculares da testosterona exógena ainda são motivo de debate, apresentando evidências que indicam tanto benefícios quanto riscos. Este estudo teve como propósito avaliar a segurança cardiovascular da terapia de reposição de andrógenos, distinguindo entre o uso terapêutico e o uso excessivo. Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, com pesquisa nas bases PubMed, BVS e SciELO. Os achados sugerem que, em níveis fisiológicos, a testosterona possui efeitos benéficos sobre o sistema cardiovascular e que a terapia de reposição, quando indicada e monitorada de forma adequada, não eleva o risco cardiovascular. Conclui-se que o uso em níveis acima do fisiológico está ligado a resultados adversos, sendo necessário mais estudos com maior número de participantes e acompanhamento prolongado, além de campanhas de conscientização para diminuir o uso inadequado.