O ano de 2015 ficou marcado pela publicização do Estado Islâmico e de uma nova forma de terrorismo, sem fronteiras, que se estendeu para Europa, mais especificamente, a França, símbolo dos ideais iluministas que sustentam a identidade ocidental. Diante do medo provocado por essa forma de ameaça,a imprensa mundial, inclusive a brasileira, passou a construir narrativas com o objetivo de fornecer à sociedade uma resposta plausível a tais acontecimentos. O objetivo desse artigo é analisar o relato contido em duas reportagens veiculadas pela revista Istoé, que abordam os atentados de 2015. Para compreender como o processo de individualização dos acontecimentos foi realizado, utilizaremos o conceito de ação coletiva desenvolvido por Louis Quéré.
The year 2015 was marked by the publicity of the Islamic State and by a new form of terrorism, without frontiers, that extended to Europe, specifically France, symbol of the Illuminist ideals that support western identity. Faced with the fear provoked by this form of threat to the world press, including the brazilian press, began to construct narratives in order to provide society with a plausible response to events. The objective of this articleis to analyze the report contained in two articles published by Istoé magazine, which deal with the terrorist attacks in2015. In order to understand how the process of individualization of events was carried out, we will use the concept of collectiveaction developed by Louis Quéré.