O artigo aborda o uso das tecnologias na educação inclusiva, destacando sua importância no processo de ensino e aprendizagem de alunos com deficiência no ensino regular. A partir das discussões iniciadas na década de 1990 e da implementação da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008), evidencia-se a ampliação do acesso desses estudantes ao ambiente escolar, bem como a necessidade de adaptação das práticas pedagógicas. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica com o objetivo refletir sobre as estratégias e condições da aplicação das tecnologias inseridas na educação inclusiva dentro do ensino regular. O estudo demonstra que as tecnologias digitais e assistivas contribuem significativamente para a superação de barreiras, tanto comunicativas, quanto físicas e atitudinais, promovendo autonomia, interação e desenvolvimento de habilidades, como motoras e cognitivas principalmente, daqueles com deficiência. Ferramentas como softwares, leitores de tela, tradutores em Libras, aplicativos de comunicação alternativa, audiolivros e plataformas de aprendizagem adaptativas têm possibilitado a ampliação do acesso ao currículo escolar, promovendo a autonomia e o protagonismo dos estudantes público-alvo da educação especial. Destaca -se ainda que apesar dos aperfeiçoamentos das políticas públicas para a inclusão escolar, ainda é necessário para superar os desafios relacionados à estrutura física escolar, formação contínua do corpo docente, além de barreiras atitudinais. Apesar de avanços, a inclusão requer investimentos em pesquisas e desenvolvimento de tecnologias assistivas, na qualificação dos profissionais e adequação dos espaços, criar parcerias e estratégias para aprimorar as práticas inclusivas e construir uma aprendizagem efetiva para todos.