Desinformação por simulação: a inteligência artificial generativa e a fabricação da realidade nos casos de Marisa Maiô e do São João de Ulianópolis

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ISSN: 1807-8583
Editor Chefe: Thais Helena Furtado
Início Publicação: 01/01/1997
Periodicidade: Mensal
Área de Estudo: Comunicação

Desinformação por simulação: a inteligência artificial generativa e a fabricação da realidade nos casos de Marisa Maiô e do São João de Ulianópolis

Ano: 2026 | Volume: 0 | Número: 58
Autores: Danilo Araújo, Giovana Mesquita, Amanda Silva
Autor Correspondente: Danilo Araújo | dbsadanilo@gmail.com

Palavras-chave: inteligência artificial generativa, desinformação, comunicação pública, simulação algorítmica, análise de conteúdo

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este artigo analisa como a inteligência artificial generativa pode disseminar desinformação ao simular autenticidade em conteúdos audiovisuais. O estudo aborda dois casos de 2025: o vídeo da personagem virtual Marisa Maiô e a campanha do São João da Prefeitura de Ulianópolis, Pará, amplamente divulgados nas redes sociais. A pesquisa adota abordagem qualitativa, com base na Análise de Conteúdo, buscando compreender como narrativas automatizadas reconfiguram debates sobre verdade, pertencimento e sensibilidade. Os resultados mostram que, mesmo sem difundir falsidades, esses conteúdos reforçam estéticas padronizadas, invisibilizam sujeitos locais e confundem a percepção pública. Conclui-se pela necessidade de uma crítica comunicacional voltada à mediação cultural e à responsabilidade ética diante da automação simbólica.



Resumo Inglês:

This article analyzes how generative artificial intelligence can disseminate disinformation by simulating authenticity in audiovisual content. The study examines two cases from 2025: the video of the virtual character Marisa Maiô and the São João campaign promoted by the Municipality of Ulianópolis, Pará, both widely circulated on social media. The research adopts a qualitative approach, based on content analysis, in order to understand how automated narratives reshape debates on truth, belonging, and sensibility. The results show that, even without spreading falsehoods, such content reinforces standardized aesthetics, renders local subjects invisible, and confuses public perception. The study concludes that there is an urgent need for a communicational critique focused on cultural mediation and ethical responsibility in the face of symbolic automation.