Incontinência urinária e função muscular perineal em idosas praticantes e não-praticantes de atividade física regular

Revista Brasileira De Fisioterapia

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Editor Chefe: 11
Início Publicação: 29/02/1996
Periodicidade: Bimestral

Incontinência urinária e função muscular perineal em idosas praticantes e não-praticantes de atividade física regular

Ano: 2011 | Volume: 15 | Número: 4
Autores: Janeisa F. Virtuoso, Giovana Z. Mazo, Enaiane C. Menezes
Autor Correspondente: Janeisa F. Virtuoso | janeisav@yahoo.com.br

Palavras-chave: assoalho pélvico, períneo, força muscular, incontinência urinária, atividade física, idoso.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Objetivo: Identificar a presença de incontinência urinária (IU) e comparar a função muscular perineal entre idosas praticantes e nãopraticantes
de atividade física regular. Métodos: Participaram deste estudo 39 idosas, sendo 28 praticantes (GP) e 11 não-praticantes
de atividade física regular (GNP). Foram coletados dados referentes aos fatores de risco para enfraquecimento do assoalho pélvico
e presença de IU. A avaliação da função perineal foi feita por meio do esquema PERFECT e da perineometria. Utilizou-se estatística
descritiva (frequência simples, porcentagem, medidas de posição e dispersão) e inferencial (teste do qui-quadrado ou Exato de
Fisher, quando necessário, e teste de Mann-Whitney). O nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: A variável idade (p=0,04)
apresentou média superior no GP. A ocorrência de IU na amostra foi de 56,4%. A IU de urgência associou-se com o GNP (p=0,022).
Todas as variáveis do esquema PERFECT foram superiores entre as idosas do GP em relação ao GNP, com diferença significativa
para a variável repetições (p=0,008) e rapidez (p=0,022). Na perineometria, as funções das fibras de contração rápida (p=0,008) e
das fibras de contração lenta (p=0,05) foram superiores no GP. Conclusão: As idosas do GP apresentam melhor função muscular
do assoalho pélvico. Entretanto, a prevalência de IU foi maior nesse grupo, sugerindo influência da variável idade no mecanismo de
continência urinária.



Resumo Inglês:

Objective: To identify the presence of urinary incontinence and compare perineal muscle function among physically active and
sedentary older women. Methods: The sample consisted of 39 elderly women, 28 of whom got regular physical activity (AG) and 11
did not (SG). We collected data on risk factors for pelvic floor weakness and the presence of urinary incontinence (UI). The evaluation
of perineal function was performed using PERFECT and perineometry. The data were processed with descriptive (simple frequencies,
percentages, measures of position and dispersion) and inferential statistics (Chi-square or Fisher Exact Test, when necessary, and
Mann-Whitney) with a significance level of 5%. Results: There was a higher mean age (p=0.04) in AG. The occurrence of UI in the
sample was 56.4%. Urge UI was associated with SG (p=0.022). All PERFECT variables were higher in AG than SG, with significant
differences for the variables “repetitions” (p=0.008) and “fast” (p=0.022). Perineometry revealed that fast twitch fibers (p=0.008) and
slow twitch fibers (p=0.05) were higher in the AG. Conclusion: AG had better pelvic floor muscle function. However, the prevalence of
UI was higher in this group, which suggested the influence of age on the urinary continence mechanism.