A cultura maker tem se consolidado como uma abordagem pedagógica alinhada às demandas da educação contemporânea, especialmente por valorizar a aprendizagem ativa, a criatividade e o protagonismo do estudante no processo de construção do conhecimento. Nesse contexto, a escola é desafiada a reorganizar suas práticas pedagógicas, incorporando metodologias que favoreçam o aprender fazendo, a resolução de problemas e o desenvolvimento de competências necessárias ao século XXI. O presente artigo tem como objetivo geral analisar a cultura maker na educação, discutindo suas contribuições pedagógicas, o papel do docente, o protagonismo do estudante e os desafios de sua implementação no contexto escolar. Metodologicamente, o estudo caracteriza-se como uma pesquisa bibliográfica, fundamentada nas contribuições teóricas de Moran, Bacich e Papert, autores que discutem a aprendizagem ativa, a integração das tecnologias e o construcionismo como base para práticas educacionais inovadoras. Os resultados apontam que a cultura maker contribui para a construção de aprendizagens significativas, favorecendo o desenvolvimento da autonomia, da colaboração, do pensamento crítico e da criatividade. Entretanto, sua implementação ainda enfrenta desafios relacionados à formação docente, infraestrutura escolar e reorganização curricular. Conclui-se que a cultura maker representa uma possibilidade concreta de transformação pedagógica, desde que integrada ao currículo de forma intencional e alinhada aos objetivos educacionais.