Este artigo discute a perspectiva histórico-cultural de Lev Vygotsky no campo da psicologia do desenvolvimento, enfatizando a centralidade da interação social, da linguagem e da cultura na constituição das funções psicológicas superiores. Diferentemente de abordagens inatistas ou centradas exclusivamente na maturação biológica, Vygotsky propõe que o desenvolvimento humano é resultado de um processo histórico-social, no qual o indivíduo se forma a partir da mediação cultural e das relações estabelecidas com o outro. A linguagem, compreendida como instrumento de mediação e internalização, ocupa papel fundamental na construção do pensamento, permitindo a elaboração de conceitos e raciocínios complexos. Outro conceito essencial é o da Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), que evidencia a aprendizagem como motor do desenvolvimento e destaca a importância da mediação pedagógica e social. A análise apresentada reforça que o sujeito é ativo no processo de aprendizagem, apropriando-se e ressignificando práticas culturais em sua trajetória. Conclui-se que a psicologia histórico-cultural fornece importantes contribuições para compreender o desenvolvimento humano em sua dimensão social, cultural e histórica, oferecendo bases teóricas para práticas educativas que valorizem a mediação, a linguagem e o papel do outro na formação da mente.