Este artigo analisa a ascensão das crises de ansiedade no contexto escolar brasileiro sob a ótica da "Sociedade do Cansaço" e do "Panóptico Digital". Investiga-se como a herança fabril da Revolução Industrial nas escolas, somada à pressão sistêmica por desempenho e à vigilância constante das redes sociais, e déficits de socialização pós-pandemia tem gerado um quadro de esgotamento mental em crianças e adolescentes. O texto aborda a neurobiologia do estresse, o impacto do bullying e a ausência do "tempo de tédio" como precursores da desesperança e do risco de suicídio. Conclui-se pela urgência de políticas públicas intersetoriais que transformem a escola em um território de segurança emocional e acolhimento.