O presente artigo discute a pedagogia do afeto como dimensão profissional da prática docente, com ênfase na educação infantil e em interfaces com processos de alfabetização, compreendendo a afetividade como elemento estruturante do vínculo educativo e da mediação pedagógica. A pesquisa foi desenvolvida por meio de revisão de literatura qualitativa, com seleção e análise de produções acadêmicas recentes que abordam afetividade, escuta sensível e estratégias de mediação no cotidiano escolar, incluindo reflexões sobre desafios contemporâneos, como contextos de crise e diversidade cultural. Os achados indicam que o afeto se torna pedagogicamente relevante quando é operacionalizado em práticas intencionais, como rotinas de acolhimento, comunicação respeitosa, devolutivas formativas, registros de observação e organização de experiências centradas na criança, fortalecendo pertencimento, participação e disposição para aprender. Conclui-se que a pedagogia do afeto, ao integrar cuidado e intencionalidade didática, contribui para qualificar o clima escolar e para sustentaraprendizagens significativas, desde que articulada a planejamento, criticidade e responsabilidade ética do educador.